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quarta-feira, 12 de março de 2014

A banalização da palavra amigo!


Costumamos dizer que amigos de verdade são os que estão ao seu lado em momentos difíceis... Mas não! Amigos verdadeiros são os que suportam a tua felicidade! Porque em um momento difícil qualquer um se aproxima de você. Mas o seu inimigo jamais suportaria a sua felicidade! Padre Fábio de Mello

Segundo o dicionário amigo é o nome que se dá a um indivíduo que mantém um relacionamento de afeto, consideração e respeito por outra pessoa. O amigo é aquele que possui uma grande afeição por uma ou mais pessoas, que é leal, que protege e faz o possível para ajudar sempre.

Para denominar uma pessoa de amigo, não necessariamente os indivíduos precisam se conhecer há muito tempo, muitas amizades começam repentinamente e ganham importância por diversos motivos. Amigo é aquela pessoa que se confia acima de qualquer coisa, que está sempre disposto a ajudar, seja em situações boas ou ruins.

A figura do amigo é tão importante, que criaram um dia próprio para ele. O dia do amigo é comemorado em 20 de julho. A data foi criada por um argentino, a partir da chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969. O argentinou resolveu enviar cartas para diversos países para instituir o Dia do Amigo, pois acreditava que a chegada à lua era um significado de que os homens deveriam se unir.

Na Bíblia Sagrada, o vocábulo amigo é muito citado, no livro de Provérbios, em um de seus versículos, lemos que "há amigo mais chegado do que um irmão." Somente no velho testamento a expressão amigo é citada 388 vezes e no novo testamento 148 vezes, dando um total de 536 citações.


Quando eu criei as minhas contas em redes sociais, tenho um pouco de tudo, Orkut, Facebook, Twitter, Pinterest, etc., o que mais me incomodava era a necessidade de aparecer de alguns, em minha modesta opinião todos estavam sempre bem, extremamente felizes, de alto astral.

Conclui que a infeliz, sem amigo e sem vida social só podia ser eu, o problema era "myself", eu é que não tinha nada interessante para postar ou que vivia em um mundo paralelo, cheguei a cogitar a possibilidade de me mudar para dentro do Facebook, afinal, já que aqui todo mundo é do bem, amam os animais, odeiam os falsos e hipócritas, todos são amigos, honestos, éticos, abominam corrupção, são revolucionários, fiéis, preferem namorar do que sair para as baladas, possuem uma família exemplar e unida, somente vivem momentos felizes e gostam das pessoas pelo caráter, hombridade, honestidade e inteligência... concluí, isto é um verdadeiro mundo de Alice, sendo assim, é para lá que eu vou.

Alguns perfis são abarrotados de pessoas denominadas “amigos”, pedidos e mais pedidos para serem adicionados. “Fulano começou amizade com beltrano”... diz a atualização da rede a cada amigo adicionado.

Ah, e tem algumas pessoas que você mal vê 01 vez ao ano ou viu uma vez na vida, mas por “status” é bom tê-lo como seu "amigo". Já por demasiado cansada de tudo isso acima exposto, comecei a postar tudo com "status" público, as pessoas no meu perfil não me veem comendo, malhando, suando, pulando, com minha família, esse tipo de coisa posto raramente e há tempo determinado para ficar no ar, quem viu, viu, quem não viu não verá mais, pois vou lá e excluo no máximo em 10 dias a publicação, o que pode ter de interessante em mim, nada.

A depreciação do termo amigo está generalizada, o mesmo serve para substituir o nome de batismo do ser humano a quem se dirige, agora todos a nossa volta são chamados de "amigo", amiga", "miga", esse tal de "miga", "amiga", não me convence, por vezes me passa superficialidade.

Outra coisa que me preocupa em tempos de criminalidade e confesso, me dá uma certa antipatiazinha, é o tal do “check-in”, porque cargas d'água me interessa saber que cicrano está no aeroporto, na cidade tal, no lugar W, ou no restaurante X, Y ou Z, e ainda mais, o que comeu no almoço, por exemplo. Já vi uma discussão de uma casal em um restaurante que a moça queria postar a foto da pizza que acabara de chegar à mesa e o rapaz não queria de jeito nenhum que a mesma fosse postada, o que era para ser um passeio, um momento de descontração, de namoro, companheirismo, transformou-se em uma briga, eles literalmente discutiram na frente de todos e pelo que pude notar a foto não foi postada.

Ou seja, comecei a aceitar qualquer pessoa que me convidasse, não sou muito de ter restrições a isso. No meu perfil não existe nenhuma informação pessoal, nada que me comprometa, por exemplo.


Porque estou tecendo este rosário e vocês devem está pensando, se não gosta, exclui a conta, pois a rede social é minha, e lá eu posto o que eu quiser. Vocês estão certíssimos, estou simplesmente divagando, como faço aqui neste espaço, a função deste blog é esta.

Diante disso tudo exposto passei a deliberar o quanto o sentido de palavras como “amizade” e “amigo” mudou, atualmente elas tem outra conotação! À primeira vista, para os mais desavisados, ao se deparar diante de algumas páginas em uma rede social tem-se a falsa impressão de um mundo formidável, esplendoro, magnífico!

Bia Carvalho profere em seu texto “Amigo?” o seguinte: “Preocupo-me muito com a banalização da palavra "amigo", assim como outras palavras e expressões que são usadas de modo tão frequente, as mesmas estão perdendo seu valor semântico, sendo conduzidas a um lugar comum. O que podemos refletir sobre isso? Quem são, de fato, os verdadeiros amigos e porque os consideramos amigos? Não basta estarmos em sintonia e emocionalmente envolvidos para termos como amigos todos aqueles que estão em convívio diretamente conosco.

Amigo que é amigo não necessariamente precisa estar junto de nós o tempo todo. Amigo pra valer fica do nosso lado, é cúmplice de nossas ações e partilha de nossas alegrias, mas, também, nos mostra o caminho quando estamos perdidos e desorientados, guiando-nos para uma direção certa que nos levará à felicidade, mesmo que fique irritado, xingue, reclame e brigue muito conosco. Mario Quintana define a amizade como sendo um amor que nunca morre. Já Aristóteles radicalizou, segundo ele "ter muitos amigos é não ter nenhum."

 

Todavia, Ana Helena Tavares corrobora que, nesse sentido, “uma “amizade profunda”, por exemplo, é coisa inviável e o motivo é bem simples. A amizade não comporta adjetivos de intensidade, ou é amizade ou não é. É igualmente injusto chamar alguém de “melhor amigo”. Não creio que alguém que viva mais de 20 anos tenha um só amigo ao longo da vida e, se teve dois ou mais, estou certa de que cada um teve seu papel indispensável em momentos específicos. A questão é que intensidade é coisa momentânea, já o sentimento do querer bem um ao outro, quando verdadeiro, é o que permanece. E ela continua, compartilhar alegria é arte para poucos. Se a alegria for de todos, ótimo, chopp é o que não faltará para comemorá-la. Mas e se for de um só? É claro que uma amizade para se dizer amizade tem que misturar riso e lágrima, mas é muito mais fácil dar o ombro para que o outro chore do que alegrar-se com as vitórias alheias. Tragédia causa pena e esta tem a capacidade de causar comoção até em desconhecidos, é ou não é verdade? Mas os triunfos alheios, ah, os triunfos alheios… Esses são a causa da tão maléfica inveja humana e com esses só se alegram os verdadeiros amigos. Disso não me resta dúvidas.”

domingo, 9 de março de 2014

Penso, penso, penso, não paro de pensar!


"Penso, penso, penso, não paro de pensar. Mas quando penso, me arrependo, e me arrependendo não erro mais." Arally Pontes - Será?

As coisas acontecem do jeito que acontecem e na maioria das vezes estão certas assim, é aquele famoso ditado que diz: Deus escreve certo por linhas tortas. Normalmente as pessoas dizem que não se arrependem de nada do que fez ou fizeram, eu não, me arrependo de quase tudo, desde que nasci, se pudesse reescreveria minha história novamente. Digo isso, porque de vez em quando passa pela minha cabeça "ah, poderia ter sido diferente..."

Existe um ditado que diz: "há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra atirada, a palavra dita, a ocasião perdida e o tempo passado."

Logo, o que eu faria diferente? Comecemos. Teria sido mais estudiosa, lido mais, estudado mais, aprendido Inglês, por exemplo, todas às vezes, já depois de adulta que comecei a estudar Inglês, eu largava para lá, quando começava a ficar difícil, eu abria mão. Eu não gosto de nada difícil demais, mas segundo o meu marido, eu só escolho o que é difícil, diz ele que não gosto de nada fácil. Vai entender!

Outra coisa, teria sido menos nervosa, menos estopim curto, teria brigado menos, batido menos boca, não teria roído as unhas, uma vida inteira roí unha, lembro de mim com 05 anos no pré-primário sendo chamada atenção pela professora porque estava com a mão na boca.

Teria feito o estágio na Vale, não é estágio, era treinamento para menor aprendiz, não me recordo direito, que minha Tia Rosa tanto queria, mas não quis, perdi o dia da prova, daí ela conseguiu outro dia para eu fazer, fui lá e fiz a prova de qualquer jeito, não estudei, portanto, não passei e perdi esta oportunidade.

Teria namorado mais, comecei a namorar muito tarde, muitos medos e baixa auto-estima, cheias de complexos.

Acredito que seria mais proveitoso ter cursado faculdade de Letras em Itabira em vez de Pedagogia em João Monlevade, ter trabalhado mais, bem mais, com mais afinco e ter iniciado mais cedo a labuta. Ter aprendido a dirigir com 18 anos e não com 37 como foi o meu caso.

Deveria ter falado menos, bem menos, se tivesse aprendido menina que nem toda verdade precisa ser dita, teria evitado muitos dissabores, o efeito rebordosa teria sido infinitamente menor. Entretanto, José Saramago discorda do que eu disse, segundo ele "se eu estiver a ser sincero hoje, que importa que tenha de arrepender-me amanhã?"

Mais uma coisinha, não teria descontado minhas raivas, ódios e nervosismos na comida, desde que completei quinze anos, travo uma luta renhida com a balança, uma hora estou magra, outra gorda, não termina um mês sequer que o meu peso não tenha oscilado. Aqui em casa tenho roupa para todo tipo de corpo, do manequim 40 ao 46.


Novamente digo, deveria ter estudado mais, lido mais, entendido mais de política, lido mais jornais, aproveitado mais as chances que me foram dadas.

Ah, também deveria ter sido menos imatura e infantil em várias coisas e com várias pessoas, ter me preservado mais, guardado mais minhas verdades e convicções para mim.

Gostaria de ter aprendido a dançar, sou um poste, tenho vergonha de dançar sem saber coordenar um mísero passinho sequer.

Mais uma coisinha, falar mais baixo, uma vida inteira, as pessoas me mandaram falar mais baixo, odeio que me mandem falar mais baixo, ou vocês pensam que eu quero e gosto de falar alto, segundo uma fonoaudióloga tenho um defeito nas cordas vocais e isso me faz falar alto, e também minha mãe só falava comigo gritando, o povo da família materna fala altíssimo, e eu, aprendi. Pensando melhor, alguns primos meus falam baixíssimo, assim como duas irmãs minha e meu pai, mas tinha que aprender o errado. Bem da verdade, tudo que eu detestava em minha mãe e em meu pai eu herdei. TUDO!

Sabe o que eu queria mesmo, queria voltar no passado só pra reviver tudo que já vivi, e consertar algumas coisas que fiz de errado. Contraditório, sim, é, mas a vida é cheia de contradições. Simples assim!




sábado, 8 de março de 2014

Mulher, sexo frágil?


Brevíssima síntese do porquê  este dia é considerado o Dia Internacional da Mulher. No dia 08 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada em Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, a manifestação foi reprimida com total violência. As mesmas foram trancadas dentro da fábrica, e esta foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas. Em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que este dia  passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", mas somente em 1975, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Por onde começar a falar sobre o que é ser mulher, bem, sendo bem redundante, vou começar do começo. Nasci em uma casa com 05 mulheres, minha mãe, minhas três irmãs e eu, fui criada no meio da floresta amazônica, por aí vocês podem imaginar o tipo de criação que eu tive no final da década de 70, início da década de 80, no interior do Pará. É triste e vergonhoso dizer, mas eu ouvia em minha infância este tipo de frase "segure suas cabras que meu bode está solto". Sou de uma época que a mãe dizia para as filhas que homem podia tudo e mulher não. Não vá a este lugar, nem passe nesta rua, pois "moça de família", não frequenta este tipo de local. E eu, sempre muito p'ra frente e questionadora, pensava cá com meus botões, se é assim, melhor é ser homem então, já que eles podem tudo e eu nada, quero é ser menino. E passei um bom tempo de minha infância e adolescência querendo ser um menino, pelo simples fato de poder ser livre, o sentido de liberdade aqui expressado é este: "a responsabilidade pelas nossas escolhas é o preço da liberdade". Eu queria, desde quando "eu era criança pequena em Barbacena" ter direito de escolha e responder pelos meus atos.

Lá em casa, todas nós somos livres, as ditas "donas do nosso nariz", trabalhadoras e independentes financeiramente. Quando conheci o meu marido, fui muito clara com ele, disse que o respeitava sim como meu marido, mas que o que eu pensava tinha e tem peso, que ele não estava casando com a mãe dele e muito mesmo com uma empregada doméstica. Ou seja, o que é dito, esclarecido e acertado, não sai caro.

Todavia, ser mulher é uma batalha árdua, pois somente adquirimos mais e mais responsabilidades no decorrer dos anos e os homens foram perdendo as suas, a vida deles, em minha modesta opinião, ficou muito mais leve com nosso grito de liberdade. Hoje, além de ser mulher, esposa, mãe, também somos, dona-de-casa, profissionais, contribuímos com o sustento do lar, ou seja, viramos um polvo, literalmente, não deixamos a peteca cair.

Por mais que Aluísio seja meu parceiro, meu companheiro, ele não toma iniciativas domésticas, a título de esclarecimento, se a casa está suja, ele não é diligente para limpá-la, eu é que pego o "boi pelo chifre" e ele diz, "quer que eu ajude em alguma coisa?", meu amigo, precisa perguntar não, tome cá uma vassoura, um pano, rodo, sabão e água e comece a limpar, como dizia minha mãe, sabão e água só não lavam a língua. 

Sei que estou sendo rasa aqui em minhas considerações, mas para ratificar o que quero dizer quando penso no que é ser mulher, me vem à mente a belíssima música de Eramos Carlos, Mulher (Sexo frágil), o trecho que mais me identifico é este: dizem que a mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda! Eu que faço parte da rotina de uma delas, sei que a força está com elas... Mulher! Mulher! Na escola em que você foi ensinada, jamais tirei um 10, sou forte, mas não chego aos seus pés...

Assim como os homens tem muito a aprender conosco, nós também temos muito que aprender com eles, para início de conversa temos que aprender a ser leves, meu marido, independente do que esteja acontecendo ao redor, ele chega em casa, deita e dorme, nunca o vi, em 16 anos de relacionamento, perder o sono por nada, é um ser humano ameno, o famoso "cuca-fresca", vai em todas as frentes sociais que é convidado, em sua vida o que vem em primeiro é o lazer, depois o dever, é responsável, muitíssimo trabalhador, mas é o famoso "bon vivant".

Por isso tudo exposto, digo, sem medo de ser feliz, se existir outra vida depois desta quero vir homem, de preferência rico, leve, cuca-fresca e "bon vivant".

Feliz Dia Internacional da Mulher minhas queridas amigas e leitoras! Cada vez mais sucesso, felicidade e sorte!

sexta-feira, 7 de março de 2014

A gente nasce, cresce e depois?



Estou vivendo um momento de minha vida que não sei se caso ou compro uma bicicleta. Tem gente que deve ler estes textos e deve achar que sou uma à toa, até agora fico em dúvida se alguém lê mesmo, se não leem significa que posso "escrever o que eu quiser", sem censuras.

Quem me ouve falar assim deve pensar que sou a maior vida mansa, que o que está me faltando é um bom tanque de roupa bem suja para lavar ou um lote para capinar, melhor, uns três filhos com idades entre 01 e 07 anos segurando na barra da minha saia, gritando e correndo pela casa.

Mas, "meu povo, minha pova", como dizia um jurado do querido Silvio Santos, aqui em casa, eu lavo e limpo, só não passo e cozinho, pois cada um passa a sua roupa e quanto a cozinhar, sou uma negação, só para ilustrar, ontem fiz uma sopa de inhame que parecia que eu estava bebendo um copo d'água, gosto de nada. Para falar bem a verdade, um copo de água tem mais sabor. ABAFA! Ah, também trabalho o dia todo, desde os meus 16 anos de carteira assinada.

O que me aflige então? Eis o que me aflige meus amigos, a gente nasce, cresce e depois? Estou nessa fase do depois, nasci, cresci, estudei, trabalhei, namorei, noivei, casei, comprei um apto, um carro e... agora, eu faço o quê da vida e com a vida? Pois, de onde saí e aonde estou, está melhor do que encomenda.

Todavia chega uma hora que cansamos do depois, e o que fazer então, a gente muda, porém como mudar? Como sair da zona de conforto? E o medo, fazer o que com ele?

Eu sei, isso eu já entendi que na vida se aprende com o medo e nas perdas, e quanto a perder, sou letrada, escolada, como dizem por aí. Sei que é perdendo a liberdade que descobrimos o que não se encaixava, que é perdendo alguém que descobrimos que não vale a pena lutar por futilidades, que é perdendo o apoio que descobrimos que o resto do mundo não para só porque nosso mundo parou.

Aprendemos  a viver assim, na marra, no grito, no sufoco, no impulso. Um dia, não muito distante, eu já quis mudar o mundo, quis ser brilhante, quis ser reconhecida. Se me perguntassem quando criança, o que você quer ser quando crescer? Eu responderia sem hesitar como fazia Juninho Bill na música Fera neném do Trem da Alegria "eu quero é ser presidente do Brasil".

E hoje, o que eu quero, hoje, agora, neste exato momento em que escrevo este texto? Hoje eu quero bem pouco e prefiro me concentrar no agora do que planejar um futuro incerto, mas para isso eu preciso preencher o agora, e é isso que tenho procurado fazer, pois uma hora a gente cansa e aprende, erra e concerta e acaba vendo o mundo de outra maneira. Uma hora, tem sempre uma hora. E tem horas que confiamos demais, erramos demais, acreditamos demais e consequentemente quebramos a cara. Como diz Tati Bernardi, uma hora a gente "aprende", assim mesmo, entre aspas, e depois, depois faz tudo de novo, achando que será diferente. Entretanto existem certas coisas que nem quebrando a cara aprendemos e também aprendemos que na vida ser forte, somente forte, não é o suficiente.

Hoje estava assistindo uma reportagem na TV e uma senhora de 61 anos disse, felicidade é consequência de saber viver com o que se tem. Pensei, eureka, é isso, não me falta nada, ou seja, "a lição já sei de cor, só me resta aprender!"

Porém esta lição dói, meu DEUS, como dói, mas aprendemos que com o tempo tudo passa, amadurecemos e nos tornamos melhores com as experiências ruins, pois aprende-se mais com o sofrimento, infelizmente, que no fundo, nem é tão ruim assim, concluímos, que a vida é efêmera e que tudo coopera para o bem daqueles que acreditam e amam a DEUS. A banda Resgate tem uma música que diz: é leve e momentânea a minha tribulação e eu não sou guiada pela dor...

Eu tenho mania, para ser mais clara, um péssimo hábito, dia sim, outro também, de querer começar tudo novamente, acredito que já falei isso aqui, tenho mania de querer fazer tudo pelo menos duas vezes. Como isso não é possível, tenho tentado aprender com os erros do passado o que é certo, com as mágoas anteriores aprender ou pelo menos penso que já aprendi quem merece estar ao meu lado e que não devemos desesperar, muito menos surtar, devemos apenas esperar, segundo Chico Xavier, tudo na vida passa, os momentos bons, assim como os momentos ruins. E é exatamente disso que a vida é feita: momentos!

Sejamos, então, otimistas! Olhemos para o futuro com um farol de milha!

quarta-feira, 5 de março de 2014

2014, enfim, pode começar!


2014, enfim, pode começar. Digo isso para alguns poucos privilegiados, claro, pois para a maioria de nós brasileiros, os ditos simples mortais, já estamos no terceiro mês de labuta.

O que esperar de um ano em que seremos sede da Copa do Mundo de Futebol, teremos eleições para Presidente e vice-presidente da República, deputados federais, senadores, governadores e vice-governadores, deputados estaduais, governador, vice-governador e deputados do Distrito Federal? Aff!

Sou bem otimista, bem da verdade, bairrista, é muito raro alguém me ouvir falar, o Brasil é isso, ou o Brasil é aquilo, etc.. Todavia confesso, que às vezes, penso, com certo receio de estar pensando certas coisas a respeito do meu amado Brasil, que este país não tem jeito.

Ontem fui ao supermercado, e nesta ida avaliei que queremos mudanças e estas são muitas e urgentes, mas que em coisas simples do nosso dia-a-dia não desempenhamos o nosso papel de cidadão. Por exemplo, existe em quase todo supermercado um local determinado para pegar e devolver o carrinho de compras, e a maioria dos clientes deixa o mesmo espalhado por todo o estacionamento, em tempo de causar algum tipo de acidente. Em cinco minutos que fiquei no local esperando meu esposo, recolhi uns 12 carrinhos e os devolvi ao local de origem, não falo isso aqui para me gabar, somente uma observação. Se atitudes simples como esta não somos capazes de executar, como iremos cobrar mudanças bruscas e maiores em um país de dimensões continentais?

Mahatma Gandhi, em sua infinita sabedoria, dizia que "temos de nos tornar na mudança que queremos ver". Isto é, toda mudança para melhor depende exclusivamente de nosso próprio esforço.

Qualquer tipo de mudança, seja ela grande ou pequena, deve começar devagar, "porque a direção é mais importante que a velocidade", a mesma deve ser iniciada ao nosso redor, dentro da nossa casa, no nosso prédio, no nosso condomínio, na nossa rua, no nosso bairro e assim, sucessivamente, não adianta querer abraçar o mundo, toda mudança deve acontecer em doses homeopáticas.

Gabriel O Pensador em sua música Até quando? adverte "que quando a gente muda, o mundo muda com a gente, a gente muda o mundo na mudança da mente, e quando a mente muda, a gente anda pra frente, e quando a gente manda, ninguém manda na gente! Na mudança de atitude não há mal que não se mude, nem doença sem cura, na mudança de postura a gente fica mais seguro e na mudança do presente a gente molda o futuro!"

terça-feira, 4 de março de 2014

Felicidade é nada mais que boa saúde e memória ruim!



Alguns amigos e familiares ficaram decepcionados quando expressei no texto "Deixa a vida me levar..." que estou com preguiça de lutar, que qualquer coisa para mim está mais interessante do que "pegar o boi da vida pelo chifre" e que de algumas coisas, metas, objetivos, sonhos, simplesmente desisti, sem remorso, sem tristeza, momentaneamente não penso mais sobre o assunto.

Estou, sinceramente, sem saber o que fazer, como fazer, por onde começar. Por exemplo, fiz a faculdade de Direito e depois de “comer o pão que o diabo amassou” para terminá-la, digo isso com bastante ênfase, fazer o quê, sou dramática, não sei como dispor do diploma. No auge dos meus 37 anos, como esta proximidade dos 40 tem me pesado, eu não posso e nem quero, simplesmente abandonar o emprego que tenho há mais de 14 anos e arriscar em algo que nem sei se dará certo, como abrir um escritório de advocacia ou associar-me a alguém em início de carreira, contudo se balançarmos uma árvore e sobre a mesma estiverem 10 pessoas, as 10 que caírem certamente serão formadas em Direito.

Além do mais, sou um ser humano que literalmente não tem eira e nem beira no quesito familiares na área do Direito, não tenho tradição nesta área, bem da verdade minha família não tem tradição em área alguma, infelizmente.

Esclarecendo, um pouco de cultura geral faz bem, quando dizemos que fulano não tem eira nem beira, significa que o mesmo não tem onde cair morto. A expressão veio de Portugal, de navio.

A palavra eira vem do latim “área”, significando um espaço de terra batida, lajeada ou cimentada, próximo às casas, nas aldeias portuguesas, onde se malhavam, trilhavam, limpavam e secavam cereais. Depois da colheita, os cereais ficavam ao ar livre e ao sol, a fim de serem preparados para a alimentação ou para serem armazenados.

Quem possuísse uma eira era proprietário e produtor, com terras, casa e bens. Quer dizer que tinha riqueza, poder e status social, explica o professor de Língua Portuguesa Ari Riboldi.

Já a beira é a aba da casa, aquela extensão do telhado que serve para proteger da chuva. "Quem não tem eira nem beira não é dono de terra nem de casa. Nos tempos atuais, é um sem-teto, um sem-terra. Diz-se de quem vive miseravelmente, na extrema pobreza".

O professor conta que a expressão ganhou popularidade devido a sua rima e mostra a condição de uma legião cada vez maior de famintos e miseráveis, "na margem das cidades e das estradas, à espera de dias melhores.”

Ou seja, quando digo que desisti, é que momentaneamente não sei o que fazer, como fazer, para onde correr. E sinceramente, estudar para concurso está longe de ser uma meta, um objetivo, é algo que nem cogito, pois não estou com coragem e muito menos com tempo para dispender em algo que nem sei se terei retorno.

Sobretudo é melhor seguir a vida, sem muitas expectativas, pois para cada dia basta o seu próprio mal, já diz as escrituras.

E se até aqui Deus me guiou, e Ele não é homem, para que minta; e nem filho do homem, para que se arrependa das promessas que fez, vamos continuar vivendo um dia de cada vez e agradecer por estamos com saúde e em paz, como diz Albert Schweitzer, "felicidade é nada mais que boa saúde e memória ruim".

Destarte, estou aqui, remando em busca de uma vida sempre melhor, e essa interminável batalha atrás de metas, realização pessoal, paz interior, equilíbrio e dinheiro é realmente desgastante, todavia, estou com saúde e disposição para, literalmente, dar e vender!

sábado, 1 de março de 2014

Feriado de carnaval!





Sabadão, primeiro dia do tão esperado feriado de carnaval e estou aqui pensando no que fazer para ocupar meu tempo, devo ter acordado umas 07h00 da manhã, sem saber que horas eram, enrolei na cama até a mesma me expulsar, conjecturei, nossa, dormi demais, deve ser umas 10h00 da manhã, quando resolvi levantar, um silêncio absoluto, parecendo que todo ser da face desta terra tinha sido abduzido e só eu sobrei, olhei no relógio e eram exatamente 08h01. 

Com o marido trabalhando, como ele mesmo gosta de dizer, é um "escravo postal", eis a pergunta que não quer calar, o que farei para o tempo passar e não ficar entediada, pois sou daquelas pessoas que gosta de empregar bem o tempo, não nasci para ficar de bobeira, sobrando no sofá da sala. 

Comecei pela internet, fiquei uns 40 minutos zapeando, depois assisti alguns minutos de TV e logo em seguida tomei café da manhã, nada de especial, pão, creme de queijo e leite com nescafé, como não tenho a menor habilidade na cozinha e morro de preguiça de fazer qualquer coisa para comer, ir ao supermercado então, é um agonia, comi o que tinha.

Quando estava tomando café em frente a TV, a canção Ouro de Tolo do Raul Seixas me veio à mente, e parece que alguns trechos da mesma foi escrita em minha homenagem, e eu ainda nem tinha nascido.

A música está presente no álbum Krig-ha, Bandolo! de 1973. Em 2009, foi escolhida pela revista Rolling Stone a 16ª melhor na lista das 100 maiores músicas brasileiras. O nome é uma alusão às promessas de falsos alquimistas na Idade Média, às quais se dava o nome de ouro de tolo. Raul Seixas reduz a nada as aspirações da classe média que apoiou o milagre econômico da ditadura ao transpor a ideia para a década de 1970: era um ouro de tolo a visão religiosa conformista e a euforia do cidadão respeitável gerada por estabilidade social. 

Eis os trechos que mais me identifico: "eu devia estar contente, porque eu tenho um emprego, sou um dito cidadão respeitável e ganho quatro mil cruzeiros por mês.

Ah! Eu devia estar sorrindo e orgulhoso por ter finalmente vencido na vida, mas eu acho isso uma grande piada e um tanto quanto perigosa.

Eu devia estar contente por ter conseguido tudo o que eu quis, mas confesso abestalhado que eu estou decepcionado, porque "não" foi tão fácil conseguir e agora eu me pergunto "E daí?"

Ah! Mas que sujeito chato sou eu, que não acha nada engraçado, macaco, praia, carro, jornal, tobogã, eu acho tudo isso um saco."

Como uma coisa puxa outra, lembrei de tédio do Biquíni Cavadão, "sabe esses dias em que horas dizem nada, e você nem troca o pijama, preferia estar na cama.

Um dia, a monotonia tomou conta de mim, é o tédio, cortando os meus programas, esperando o meu fim. Sentado no meu quarto o tempo voa, lá fora a vida passa e eu aqui à toa, eu já tentei de tudo, mas não tenho remédio, p'ra livrar-me deste tédio."

Pensando melhor, sabe o que farei agora, vou caminhar, tomar sol, ver gente, fui!

Para não encerrar sem uma "frase de efeito", como diz Tati Bernadi, "ser feliz dá muito trabalho. Por isso sempre encaro a tristeza como férias!"