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domingo, 22 de junho de 2014

Perdoe-se!



No filme Sete vidas, Will Smith é Tim Thomas, que no decorrer do mesmo assume a identidade de seu irmão Ben, passando a ser um fiscal do imposto de renda.

Nas primeiras cenas, Tim Thomas está dirigindo seu carro tranquilamente quando resolve ler uma mensagem no celular e esquece, momentaneamente, o volante. Neste lapso ocorre um fatídico e funesto acidente e com ele sete pessoas são mortas, dentre elas, sua amada esposa.

Logo depois do ocorrido, a personagem é acometida de profunda depressão, com isso foge de sua família, seu emprego e tenta de algumas formas livrar-se da culpa pelo acidente que causou. O seu plano para tentar redimir-se perante si, suas crenças e a sociedade é salvar sete almas ainda vivas, no lugar das sete vidas tiradas, com isso Tim Thomas fará o possível, para salvar mais sete outras vidas.

Ele elabora uma lista de nomes de desconhecidos que julga serem merecedoras de um presente. Neste caso, através dos arquivos da Receita Federal, ele entra em contato pessoalmente com os escolhidos e realiza uma investigação, mantendo um relacionamento amigável com as pessoas e analisando suas atitudes e caráter.

A obra aborda dois temas atuais, a doação de órgãos e a imprudência no trânsito. O filme começa com a frase: “Em sete dias Deus criou o mundo... e em sete segundos eu destruí o meu.”

A doação de órgãos é vista pela personagem como um presente para o outro e um meio de perdoar-se. Um amigo advogado elabora todos os documentos necessários para que ele doasse seus órgãos e sua riqueza.

O filme faz com que reflitamos sobre nossos atos cotidianos que podem trazer grandes consequências, além de abrir uma porta para a generosidade humana, dentre ela a doação de órgãos. Quando realizamos uma doação reestruturamos vidas que aguardavam por mais uma oportunidade.

Contudo, não se trata de um herói buscando pessoas merecedoras de seus órgãos após o seu planejado suicídio, mas sim, de um homem que se considera um condenado, buscando o seu perdão, sua misericórdia, com uma simples troca de pesos, ou seja, ele busca salvar-se.

Não podemos esquecer que a personagem principal é um ser humano, por mais que julgue ser Deus, avaliando se uma pessoa é digna ou não de receber seus órgãos, é um ser humano e sua morte é tão terrível como a de qualquer pessoa.

Com sua morte as pessoas ajudadas por ele são: Holly Apelgren, a qual doou um pedaço do fígado. Para Connie Tepos deu sua casa na praia para que fugisse do marido agressor. George Ristuccia recebeu um rim. Nicholas Adams, recebeu sua medula óssea. Seu irmão, recebeu parte de seu pulmão. Ezra Turner, era um cego para quem Ben doou sua retina e, por último, Emily Posa, a quem doou seu coração. Completando assim o ciclo de sete pessoas. Sete vidas salvas pelas sete vidas que retirou.

O suicídio dele foi meticulosamente estudado, até então nunca tinha visto algo assim, pois o mesmo não poderia correr o risco de perder seus órgãos e fazer com que seu plano, depois de muito esforço, fosse em vão.

É certo mutilar-se para salvar vidas de outras pessoas? O suicídio deixa de ser algo apavorante quando se transforma em suicídio altruísta, filantropo?

Não, nada justifica tirar sua própria vida, NADA. PERDOE-SE, faz-se necessário que a vida siga.

Perdoar a si mesmo pode ser muito mais difícil do que perdoar outra pessoa. Perdoar-se é um ato importante para seguir em frente e se libertar do passado, é também uma forma de proteger a sua saúde e o seu bem-estar como um todo.

É custoso colocar um ponto final e aceitar o fim. Todavia lembre-se que um fim significa outro recomeço e com isso alguma paz se faz. Fique na companhia de quem te ama desde sempre e do jeito que você é. Dê tempo ao tempo e confie no destino.

Perdoe-se e siga em frente procurando ser melhor, uma vez que perdoar é libertar-se!

Um comentário:

Crisciane Alves de Almeida disse...

Maravilhoso!!!!! Emocionante